Saúde Digital
Teste e Refinamento de uma Plataforma
de Terapêutica Digital em VR
Uma empresa suíça de MedTech precisava que a sua plataforma de terapêutica em VR fosse rigorosamente testada antes de ser utilizada por pacientes reais. A aplicação VR, o sistema de administração para cuidadores e a monitorização de sessões em tempo real tinham de funcionar em conjunto sem falhas.
O desafio
O cliente tinha construído uma plataforma de terapêutica digital baseada em VR, desenhada para pacientes em reabilitação. Os pacientes usavam um headset VR e completavam exercícios 3D interactivos — tarefas envolvendo rastreamento de mãos, movimentos com balões e interacções espaciais — enquanto os cuidadores monitorizavam o progresso através de um painel de administração separado.
O painel de administração permitia aos cuidadores configurar cada sessão: seleccionar o ambiente, a música de fundo e os exercícios específicos. Mas o próprio painel era instável — tinha bugs que afectavam a usabilidade, e os cuidadores nem sempre podiam confiar nele para configurar ou acompanhar sessões correctamente. Os cuidadores também precisavam de uma forma de acompanhar sessões VR em tempo real, mas o streaming directo a partir do headset era demasiado pesado para as limitações de hardware do dispositivo.
Nenhuma destas peças tinha sido testada sistematicamente em conjunto. As interacções VR eram por vezes imprecisas — o rastreamento de mãos falhava gestos, os objectos tinham dimensões ou posições incorrectas, e os exercícios nem sempre se comportavam como desenhado. A sincronização entre a aplicação VR e o painel de administração não era fiável. As alterações de configuração das sessões nem sempre eram propagadas correctamente.
Para além da camada aplicacional, o código, os pipelines de CI/CD, a cobertura de testes e a infraestrutura cloud precisavam de atenção. Como produto de saúde, a plataforma tinha de cumprir normas rigorosas de protecção de dados. O cliente precisava de uma equipa capaz de testar na prática, estabilizar o que existia, construir o que faltava e corrigir problemas em toda a stack.
A nossa abordagem
Começámos por colocar o headset. A nossa equipa testou cada exercício VR em primeira mão — verificando como o sistema respondia aos movimentos das mãos, se os objectos 3D eram renderizados com o tamanho e posição correctos, e se cada cenário de exercício decorria conforme esperado. Registámos cada problema de interacção, desde balões que não reconheciam o gesto de agarrar até ambientes que carregavam com parâmetros incorrectos.
Estabilizámos o painel de administração existente — corrigindo bugs, melhorando a usabilidade e tornando a configuração de sessões fiável. Os cuidadores podiam agora configurar exercícios, ambientes e selecções de música com a confiança de que as definições seriam propagadas correctamente para o headset VR.
Para a monitorização em tempo real, desenhámos uma solução que evitava o custo do streaming directo a partir do dispositivo VR. Construímos uma infraestrutura de backend que capturava os dados da sessão e os renderizava numa aplicação de acompanhamento baseada em React de forma a simular um stream em tempo real. Os cuidadores podiam seguir exercícios e interacções do paciente à medida que aconteciam — com a qualidade e reactividade de um feed em directo, mas sem o peso de performance no headset. Resolvemos falhas de sincronização onde o estado da sessão divergia entre a aplicação VR e a vista do acompanhamento, garantindo que o que os cuidadores viam correspondia ao que o paciente experienciava.
A aplicação de acompanhamento durante uma sessão — os cuidadores vêem o tipo de exercício, a pontuação e as interacções do paciente em tempo real, alimentada pelo backend de streaming simulado.
Em paralelo, revimos a arquitectura do sistema e as práticas de DevOps. Melhorámos os pipelines de CI/CD para detectar regressões mais cedo, expandimos a cobertura de testes automatizados em ambas as aplicações VR e de administração, e reforçámos a infraestrutura cloud. Fortalecemos as medidas de protecção de dados para alinhar com as regulamentações de saúde — garantindo que os dados das sessões dos pacientes eram tratados, armazenados e transmitidos de acordo com os padrões que a plataforma exigia.
O resultado foi uma plataforma onde os cuidadores podiam configurar uma sessão, observá-la em tempo real, e confiar que tudo funcionava em conjunto. As interacções VR eram mais precisas, o painel de administração estava estável, os dados das sessões fluíam de forma fiável de ponta a ponta, e a fundação de engenharia estava pronta para uso em saúde em ambiente de produção.
50+
Problemas identificados e resolvidos
Real-time
Monitorização de sessões
10+
Exercícios VR testados
100%
Conformidade com saúde
Stack tecnológico
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Testamos, refinamos e entregamos plataformas de saúde que funcionam no mundo real.